top of page

Captação de recursos em organizações esportivas: o problema da acumulação de funções

há 10 horas
3 min de leitura
Vista frontal de uma reunião em ONG esportiva com diretor acumulando funções
Vista frontal de uma reunião em ONG esportiva com diretor acumulando funções

Fundador que também é professor, diretor que também capta recursos, presidente que responde por tudo. Essa figura é tão comum no terceiro setor esportivo que virou quase regra — e a pesquisa da USP confirmou o padrão. O problema: quando a captação é função "extra", ela tende a ser feita no que sobra de tempo e energia.



O retrato encontrado pela pesquisa da USP


Na dissertação de Vanucci (2019), 77,78% das organizações da amostra (7 de 9) tinham a prospecção de patrocinadores nas mãos de fundadores, presidentes, diretores ou gestores que acumulavam essa função com outras. Apenas 2 organizações (OE6 e OE7) possuíam estrutura dedicada à captação.

⚠️ Esse percentual refere-se a uma amostra de 9 organizações de São Paulo — não ao setor como um todo.


Esse dado revela um padrão preocupante: a captação de recursos, função vital para a sustentabilidade, está frequentemente nas mãos de pessoas que já têm outras responsabilidades importantes. Isso pode comprometer a qualidade e a constância do trabalho.



Por que acumular funções limita a captação


A captação de recursos exige dedicação e foco. Quando essa tarefa é apenas uma função extra, o resultado costuma ser abaixo do ideal. A pesquisa aponta algumas razões claras para isso:


  • Prospecção contínua: captar recursos não é um esforço pontual. É preciso buscar oportunidades constantemente.


  • Relacionamento com financiadores: construir e manter vínculos exige tempo e presença regular.


  • Sobrecarga dos dirigentes: quem acumula funções tende a agir por demanda emergencial, sem planejamento estratégico.


  • Risco de concentração: o conhecimento e os contatos ficam presos a uma pessoa. Se ela sair, o processo pode parar.


Esses fatores mostram que a acumulação de funções pode comprometer a sustentabilidade da organização no médio e longo prazo.


Plano de captação de recursos em quadro branco com anotações
Plano de captação de recursos em quadro com anotações

Modelos possíveis para estruturar a captação


Não existe um modelo único para organizar a captação de recursos. A escolha depende do tamanho da organização, do volume de projetos e do orçamento disponível. Três caminhos comuns são:


Profissional dedicado


Ideal para organizações com volume suficiente de projetos e recursos. Ter um profissional focado exclusivamente na captação permite:


  • Prospecção constante e estratégica


  • Relacionamento próximo com patrocinadores


  • Desenvolvimento de projetos alinhados às demandas do mercado


Esse modelo exige orçamento para contratação e gestão, mas traz maior segurança e continuidade.


Função compartilhada com clareza


Quando não há orçamento para um profissional exclusivo, é possível definir uma pessoa responsável formalmente pela captação, mesmo que ela acumule outras funções. A diferença é que essa responsabilidade deve ser clara e estruturada, com metas e processos definidos.


Consultoria ou apoio externo


Outra alternativa é terceirizar parte do processo, como elaboração de projetos e prospecção inicial, por meio de consultorias especializadas. Isso ajuda a profissionalizar a captação enquanto a estrutura interna amadurece.


Esses modelos podem ser combinados conforme a necessidade e o momento da organização.



O papel da liderança sem sobrecarregá-la


Fundadores e presidentes têm um ativo que ninguém substitui: credibilidade e histórico. O caminho inteligente é usá-los como porta-vozes estratégicos, participando de reuniões-chave e fechando parcerias importantes.


Enquanto isso, a rotina de prospecção, follow-up e comunicação deve ficar com uma estrutura definida, seja um profissional dedicado, um responsável formal ou uma consultoria.


Assim, a liderança contribui com seu valor sem ficar sobrecarregada, e a captação ganha em eficiência e continuidade.



Perguntas para avaliar sua organização


Para entender se a captação de recursos está bem estruturada, faça as seguintes perguntas:


  • Quem é o responsável formal pela captação hoje?


  • Essa pessoa acumula quantas outras funções?


  • Existe um pipeline de potenciais financiadores documentado?


  • Se o responsável atual sair, o processo continua de pé?


Responder a essas perguntas ajuda a identificar riscos e oportunidades para melhorar a área.



Profissionalizar a captação é garantir sustentabilidade


Profissionalizar a captação não significa burocratizar. Significa garantir que a função mais crítica da sustentabilidade tenha dono, processo e continuidade.


A pesquisa da USP mostra que a maioria das organizações ainda não deu esse passo. Para mudar esse cenário, é fundamental investir em estrutura, clareza de responsabilidades e processos.


Um exemplo prático é a parceria com consultorias especializadas que apoiam a organização na elaboração de projetos e na prospecção de patrocinadores. Isso pode acelerar a profissionalização e trazer resultados mais consistentes.


Se sua organização busca esse caminho, a T4V Brasil oferece suporte estratégico para estruturar a captação de recursos em projetos esportivos com impacto social e ambiental. Saiba mais entrando em contato pelo e-mail marketing@t4vbrasil.com ou pelo WhatsApp (48) 98466-7275.



Referências e leituras recomendadas


Essas fontes ajudam a aprofundar o entendimento sobre gestão e profissionalização no terceiro setor esportivo.


Quer estruturar a função de captação na sua organização? Fale com a T4V Brasil: marketing@t4vbrasil.com ou WhatsApp (48) 98466-7275.

 
 
 

Comentários


  • Perfil Instagram | Rota dos Dinossauros

T4V Brasil  |   marketing@t4vbrasil.com

bottom of page