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Terceiro setor e esporte: tipos de organização, OSCIP e gestão explicados

há 11 minutos
4 min de leitura

_Associação, ONG, OSCIP, instituto... os nomes se misturam, mas as diferenças jurídicas e práticas importam — especialmente quando o assunto é captação de recursos. Este artigo explica, em linguagem simples, como as organizações esportivas se enquadram no terceiro setor e o que uma pesquisa acadêmica da USP revelou sobre a realidade delas._



O que é o terceiro setor


O terceiro setor reúne organizações privadas sem fins lucrativos ou com fins não econômicos, (afinal, as organizações precisam ter lucro, porém, eles devem ser revertidos na própria organização) que atuam em causas de interesse público, como educação, cultura, esporte e assistência social. Essas organizações complementam o Estado (primeiro setor) e o mercado (segundo setor).


No esporte, o terceiro setor é o ambiente onde a maior parte dos projetos sociais esportivos do país se desenvolve. Essas iniciativas buscam promover o desenvolvimento humano, social e ambiental por meio do esporte, muitas vezes com recursos limitados e grande dependência de parcerias e doações.


Esse setor é fundamental para ampliar o acesso ao esporte e gerar impacto social, especialmente em comunidades vulneráveis. Por isso, entender como essas organizações funcionam é essencial para quem quer investir ou apoiar projetos esportivos.



Tipos de organização esportiva


A dissertação de Vanucci (2019), da USP, organizou as principais categorias do terceiro setor brasileiro em um quadro comparativo que ajuda a entender as diferenças entre elas. Vou explicar os principais tipos que aparecem no universo esportivo:


  • Organizações da Sociedade Civil (OSCs)

É o termo guarda-chuva para entidades sem fins lucrativos. Inclui associações, fundações, institutos e outras formas jurídicas. Essas organizações atuam em diversas áreas, incluindo o esporte.


  • ONGs (Organizações Não Governamentais)

São OSCs com forte atuação social, geralmente voltadas para causas específicas. No esporte, as ONGs costumam desenvolver projetos que promovem inclusão social, educação e saúde por meio da prática esportiva.


  • OSCIPs (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público)

São OSCs que obtêm uma qualificação específica junto ao governo, o que permite firmar termos de parceria com o poder público e receber recursos via mecanismos legais, como editais e convênios. Essa qualificação exige o cumprimento de requisitos legais e transparência na gestão.


Vista aérea de quadra esportiva comunitária com crianças jogando futebol
Vista aérea de quadra esportiva comunitária com crianças jogando futebol


Ser OSCIP garante recursos? A resposta da pesquisa


Um dos achados mais interessantes da dissertação de Vanucci é que, na percepção da maioria dos gestores entrevistados, a qualificação como OSCIP não interferia diretamente nas ações estratégicas nem facilitava a captação de recursos.


Isso significa que, embora o título jurídico seja necessário para acessar certos mecanismos de financiamento, ele não substitui a importância da estratégia, do relacionamento e da comunicação para captar recursos.


Vale destacar que essa conclusão vem da percepção de gestores de uma amostra de 9 organizações de São Paulo, e não de uma avaliação técnica ou estatística ampla. Por isso, é importante validar as exigências atuais para qualificação como OSCIP junto à legislação vigente, como a Lei nº 13.019/2014 (MROSC), disponível no portal do Planalto.



Estrutura e voluntariado


A pesquisa também mostrou que 54% das organizações analisadas tinham um organograma formalizado. Muitas mantinham diretorias compostas por voluntários, o que é comum no terceiro setor.


Essa estrutura traz desafios para a gestão, especialmente quando a captação de recursos depende de pessoas que acumulam múltiplas funções. A falta de formalização pode prejudicar a credibilidade diante de financiadores e dificultar a transparência.


Por isso, formalizar a estrutura interna, definindo papéis e responsabilidades, é um passo importante para fortalecer a organização e aumentar sua capacidade de captar recursos.



O que isso significa para a captação


Para quem gere uma organização esportiva, a pesquisa traz três implicações práticas:


  • Formalizar a estrutura aumenta a credibilidade

Ter um organograma claro, com papéis e responsabilidades definidos, ajuda a mostrar organização e transparência para financiadores e patrocinadores.


  • Qualificações jurídicas são pré-requisitos, não estratégias

A qualificação como OSCIP ou outro tipo jurídico abre portas para acessar editais e convênios, mas não garante recursos. A captação depende de planejamento, relacionamento e comunicação eficaz.


  • Governança importa para patrocinadores

Empresas que avaliam patrocínios consideram a transparência e a organização interna da entidade. Uma boa governança pode ser decisiva para fechar parcerias.



Vista frontal de reunião de diretoria voluntária em organização esportiva
Vista frontal de reunião de diretoria voluntária em organização esportiva


Como a T4V Brasil pode ajudar sua organização


Gerir uma organização esportiva no terceiro setor exige atenção a detalhes jurídicos, estruturais e estratégicos. A T4V Brasil atua como parceira estratégica para empresas e organizações que querem usar o esporte como ferramenta para desenvolvimento humano, social e ambiental.


Se sua organização ainda não tem a estrutura pronta para captar recursos, a T4V Brasil pode ajudar a organizar processos, melhorar a comunicação e fortalecer a governança. Isso facilita o acesso a editais, leis de incentivo e patrocínios privados.


Entre em contato pelo e-mail marketing@t4vbrasil.com ou pelo WhatsApp (48) 98466-7275 para conversar sobre como potencializar seu projeto esportivo.



Considerações finais


Conhecer o próprio enquadramento jurídico é o básico que sustenta tudo o que vem depois: editais, leis de incentivo, patrocínios privados. A pesquisa da USP deixa claro que o diferencial competitivo está menos no "carimbo" e mais na gestão.


Organizar a estrutura interna, investir em governança e construir relacionamentos sólidos são passos essenciais para garantir a sustentabilidade dos projetos esportivos no terceiro setor.


Se você quer entender mais sobre como captar recursos e fortalecer sua organização, recomendo a leitura de artigos relacionados, como o que é esporte educacional, quem capta recursos na sua organização e transparência e patrocinadores.



Vista lateral de campo de futebol comunitário com crianças treinando
Vista lateral de campo de futebol comunitário com crianças treinando


Fontes:

  • Lei nº 13.019/2014 (MROSC) no portal do Planalto

  • Dissertação de Vanucci (2019), USP



Se sua organização quer usar o esporte para gerar impacto social e ambiental, lembre-se: a gestão faz toda a diferença. A qualificação jurídica abre portas, mas o sucesso depende do trabalho diário, da transparência e da capacidade de se conectar com parceiros.


Converse com a T4V Brasil para dar o próximo passo na captação de recursos e na gestão do seu projeto esportivo.



Este conteúdo é informativo e não substitui consultoria jurídica especializada.

 
 
 

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